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	<title>Marçal Arruda</title>
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	<description>Um Blog sobre a Eucarístia</description>
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		<title>Marçal Arruda</title>
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		<title>Tradição e Eucaristia</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 13:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciodeantioquia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catequese]]></category>
		<category><![CDATA[Eucarístia]]></category>
		<category><![CDATA[Patrística]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos e Sacramentais]]></category>
		<category><![CDATA[Tradição e Eucarístia]]></category>

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		<description><![CDATA[Este artigo apresenta de maneira breve alguns dos ensinamentos dos Padres da Igreja sobre a Eucaristia, tratando de seguir uma ordem mais ou menos cronológica. O propósito é simplesmente mostrar como as raízes do apreço ao mistério do Corpo e Sangue de Nosso Salvador são muito profundas. Testemunho dos santos padres A Didaquê é um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=141&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://inaciodeantioquia.files.wordpress.com/2010/04/peixe1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-142" title="peixe e o número 8" src="http://inaciodeantioquia.files.wordpress.com/2010/04/peixe1.jpg?w=300&#038;h=216" alt="" width="300" height="216" /></a></p>
<p><em>Este artigo apresenta de maneira breve alguns dos ensinamentos dos Padres da Igreja sobre a Eucaristia, tratando de seguir uma ordem mais ou menos cronológica. O propósito é simplesmente mostrar como as raízes do apreço ao mistério do Corpo e Sangue de Nosso Salvador são muito profundas.</em></p>
<p><strong>Testemunho dos santos padres</strong></p>
<p>A Didaquê é um escrito muito antigo, provavelmente algumas de suas partes foram escritas antes dos próprios evangelhos, no primeiro século de nossa era; em todo o caso, pensa-se que sua redação final foi levada a cabo pelo ano 120. Uma de suas partes está dedicada à liturgia, falando primeiro do Batismo e em seguida da Eucaristia. Pede-se aí aos cristãos que se reúnam no dia do Senhor, que partam o pão e dêem graças. Adverte-se que, se alguém tem algum aborrecimento ou problema com seu próximo, deve primeiro reconciliar-se. A Didaquê faz ver que já nos primeiros tempos se reconhecia o valor sacrifical da Eucaristia.</p>
<p><strong><em>Nós, cristãos do séc. XXI, reconhecemos este valor inestimável de nossa Missa dominical?</em></strong></p>
<p>Santo Inácio de Antioquia (+107) morreu como mártir na perseguição do tempo do imperador Trajano. A Santo Inácio sempre preocupou a unidade das comunidades cristãs ao redor de seu bispo e, por este motivo, faz uma referência muito significativa à Eucaristia, exortando a comunidade de Éfeso a partir o único pão que é &#8220;remédio de imortalidade e antídoto contra a morte, alimento de vida eterna em Jesus Cristo&#8221; (cf. Carta aos Efésios 20,2). Em nosso tempo, nós nos sentimos unidos ao nosso bispo quando participamos na Santa Missa?</p>
<p>São Justino (100-168) foi o mais destacado dos apologistas (defensores da fé). Ele nos deixou um testemunho valiosíssimo da forma como se celebrava a Eucaristia em seu tempo. Boa parte desta descrição pode ser encontrada no Catecismo da Igreja Católica (n. 1345). Aí se observa como os cristãos do séc. II se reuníam aos domingos para participar na celebração e para partilhar seus bens com os mais necessitados. Na descrição de São Justino podem-se notar as partes da reunião que coincidem basicamente com a estrutura que temos em nossa Missa dominical.</p>
<p><strong><em>Damo-nos conta de que através de nossa Celebração Eucarística estamos em comunhão com os cristãos de todos os tempos, que participaram na mesma Eucaristia que nós?</em></strong></p>
<p>Nos tempos de Santo Irineu de Lião (140?-200?), propagou-se uma heresia que não aceitava a realidade corporal de Cristo, mas que diziam que era puro espírito e que a carne (nosso corpo) não tinha salvação. Santo Irineu escreveu contra os que pensavam assim, refutando suas idéias e fazendo ver que Jesus Cristo realmente possui um corpo humano. Nesta polêmica toca no tema da Eucaristia, notando que a carne se salva porque Cristo nos redimiu de verdade, e que o cálice eucarístico é comunhão do seu sangue, e que o pão eucarístico é comunhão do seu corpo, e por isto ressuscitaremos. Ele insiste seguindo os ensinamentos de São Paulo, em que Jesus  Cristo, o Verbo encarnado, nos salvou com seu sangue (cf. Contra as Heresias, 5, 2,2-3).</p>
<p><strong><em>Somos conscientes de que se desejamos a ressurreição devemos participar no banquete do Corpo e Sangue de Cristo?</em></strong></p>
<p>Na Tradição Apostólica de Hipólito, do séc. III, encontra-se o texto de uma Oração Eucarística, enquadrado entre as instruções para a celebração, onde preside o obispo e que, acompanhado por seus presbíteros, dirige-se ao Pai e pede-lhe que envie seu Espírito sobre os dons. Esta oração mostra também como na consciência daqueles cristãos a Eucaristia se encontrava vinculada essencialmente à morte e ressurreição de Cristo (cf. Tradição Apostólica de Hipólito II,3-4; III,8-11).</p>
<p><strong><em>Notamos como na Missa se dirigem geralmente as orações ao Pai pelo Filho no Espírito Santo? Ou tanto faz com quem estamos falando?</em></strong></p>
<p>Orígenes (185-254), o mais surpreendente escritor cristão da antiguidade, põe sua atenção sobretudo no significado espiritual da Eucaristia e nos ensina que o corpo e o sangue de Cristo são alimento e bebida puros, e que de maneira análoga também sua palavra é alimento para todos. Acrescenta que, em um segundo plano, são alimento puro também os apóstolos, em terceiro lugar os discípulos, e ainda qualquer um que, na medida de seus méritos e da pureza de seus sentidos, pode converter-se em alimento puro para seu próximo (cf. Homilias sobre o Levítico, 7, 5).</p>
<p><strong><em>Cada um de nós é pelas obras e palavras alimento para os demais?</em></strong></p>
<p>São Dionísio (205?-264), bispo de Alexandria, conta em uma de suas cartas um fato onde a Eucaristia é administrada como viático a um ancião moribundo, o qual tinha pedido perdão de seus pecados, especialmente de ter caído na tentação de sacrificar aos ídolos. Sua narração, conservada na obra de Eusébio de Cesaréia é também um testemunho da preocupação pastoral deste bispo para que seus fiéis não perdessem a esperança (cf. Eusébio de Cesaréia. História Eclesiástica 6, 44, 2-6).</p>
<p><strong><em>Nós nos preocupamos com que seja levada a comunhão aos enfermos? Ou pensamos que esse assunto é de alguns outros e não nosso?</em></strong></p>
<p>Nos tempos de São Cirilo de Jerusalém (313?-386?), a catequese para os que se preparavam para ser cristãos e para os que tinham recebido os sacramentos de iniciação ocupava um lugar preponderante na vida da comunidade. Em uma de suas catequeses explica a instituição da Eucaristia, baseando-se na carta aos Coríntios (Cf. 1Cor 11,23-25) e sublinha que não se pode julgar a realidade segundo o gosto ou o sabor, mas de acordo com a fé, a qual dá a certeza de que o que parece pão é o corpo de Cristo e o que parece vinho é seu sangue (cf. Catequeses Mistagógicas 4,1). Em outra das catequeses de São Cirilo se encontra a explicação da Celebração Eucarística e de seus símbolos, o porquê do sacerdote lavar as mãos, o porquê do beijo da paz, o porquê de cada resposta do povo, etc.</p>
<p>Cabe notar aqui que, testemunhando a tradição, transmite-nos o sentido trinitário da oração eucarística, onde os cristãos imploram a Deus (Pai), pedindo-lhe que envie seu Espírito para fazer do pão o corpo de Cristo e do vinho o sangue de Cristo. Mostra também como os cristãos pedem pela paz da Igreja, o bem de todo o mundo, pelo imperador, pelos enfermos&#8230; Explica como são recordados os patriarcas, profetas, apóstolos e mártires e por que é necessário pedir pelos defuntos. Dá, inclusive, as instruções para se aproximar corretamente da comunhão. Finalmente exorta a não se distanciar da comunhão e não se privar destes mistérios (cf. Catequeses mistagógicas, 5,2-11.19-23).</p>
<p><strong><em>Temos recebido a catequese necessária para entender a Missa? Temo-la solicitado? Temos colaborado com que se dê constantemente em nossa paróquia para todos os que não entendem o que é a Missa?</em></strong></p>
<p>Fírmico Materno (327?-352?), a propósito dos erros das religiões profanas, mostra que há um alimento de vida eterna que não é como o dos &#8220;mistérios&#8221; dos pagãos, mas de verdadeira salvação e reconciliação. Daí que anima a seus leitores a buscar o pão de Cristo para saciar-se do alimento imortal. Con seu banquete, ensina Fírmico, Cristo nos chama à luz e vivifica nossos membros corrompidos. É necessário renovar-se com o corpo de Cristo para recebir os benefícios divinos (cf. Os erros das religiões profanas, 18).</p>
<p><strong><em>Damo-nos conta de que a Eucaristia nos renova e vivifica?</em></strong></p>
<p>São Gregório de Nissa (335?-395?), para mostrar a virtude da Eucaristia, recorre a uma interessante comparação. Diz ele que, assim como se necessita de um antídoto para proteger-se de um veneno, assim também é necessário receber o corpo de Cristo para enfraquecer a força destrutiva que afeta nossa natureza por causa do pecado. O corpo de Cristo nos transforma totalmente à sua semelhança, entrando em nós como alimento e bebida que se distribui a muitos mas que permanece sempre o mesmo. O pão, transformado no corpo de Cristo, adquire a potência divina e assim a graça do Verbo santifica a quem o recebe (cf. A Grande Catequese, 37).</p>
<p><strong><em>Protegemo-nos dos venenos da atualidade participando da Missa e recebendo a comunhão?</em></strong></p>
<p>São João Crisóstomo (354-407), comentando o evangelho de São João, sustenta que a razão pela qual Jesus celebrou o mistério da Eucaristia no tempo da Páscoa, foi que com isso aprendêssemos que ele é o autor da lei antiga, a qual em figura continha o que se realizaria na nova. Para São João Crisóstomo a imagem do Antigo Testamento deu lugar à realidade do Novo, que verdadeiramente liberta o universo. Este santo convida a ter confiança na palavra de Cristo, e por isto a não duvidar da Eucaristia, onde na mesma realidade sensível tudo é espiritual (cf. Comentário ao Evangelho de São Mateus, 82,4-5).</p>
<p><strong><em>Cremos na presença real de Jesus na hóstia consagrada?</em></strong></p>
<p>Em outro texto, o mesmo São João Crisóstomo repreende a sua comunidade por causa de divisões internas que o preocupavam muito. A este respeito é muito notável como lhes indica que é uma grave incoerência que participem dos sinais de unidade quando existem graves atentados contra ela na vida diária. Por isso pede respeito à Mesa na qual todos comungam, respeito a Cristo, respeito ao sacrifício oferecido. Pergunta-lhes se depois de ter participado nessa mesa eucarística e ter recebido a comunhão deviam tomar as armas uns contra os outros. Pede-lhes, além disso, que tenham misericórdia mutuamente, já que são membros de um mesmo corpo e todos têm sido convidados à mesma mesa (cf. Homilia 8, sobre a carta aos Romanos, 8). Este santo insiste em outros lugares sobre a necessidade de aproximar-se da comunhão com a alma limpa (cf. Homilias sobre a carta aos Efésios, 3,4-5; Homilias sobre a primeira carta aos Coríntios, 28,1).</p>
<p><strong><em>Promovemos a unidade de nossas comunidades e a paz do mundo? Ou ao menos de nossa família, escola e lugar de trabalho?</em></strong></p>
<p>Respeitando os costumes que poderiam existir em outras comunidades onde talvez não se comungava todos os dias, São Jerônimo (343-419), contudo, destaca e defende o costume das igrejas de Roma e da Espanha de que se pudesse comungar diariamente. Invoca como argumento o salmo que canta &#8220;Provai e vede como o Senhor é bom&#8221; (Sl 33,9) (cf. Cartas, II, 71, 6).</p>
<p><strong><em>Recebemos frequentemente a comunhão?</em></strong></p>
<p>Santo Agostinho (354-430) dá testemunho de que os frutos da terra uma vez consagrados com a oração mística são chamados corpo e sangue de Cristo, os quais os cristãos consumimos ritualmente para nossa salvação, comemorando a paixão sofrida em nosso favor pelo Senhor. O pão e o vinho adquirem sua aparência visível graças ao trabalho do homem, mas a intervenção invisível do Espírito de Deus realiza o grande sacramento através de seus ministros (cf. A Trindade, 3, 10). Em um de seus discursos Santo Agostinho vê, ademais, que o pão e o vinho guardam uma relação especial com a comunidade, pois os cristãos formam o corpo de Cristo e portanto esse mistério está posto na mesa do Senhor, de modo que diz aos cristãos &#8220;sede o que vedes e recebei o que sois&#8221; (cf. Discursos, 272).</p>
<p><strong><em>Sentimo-nos parte do corpo de Cristo ao receber a comunhão?</em></strong></p>
<p>Por volta do séc. VI, um autor conhecido atualmente como o &#8220;Pseudo-Dionísio, o Areopagita&#8221;, descreve por sua parte uma celebração eucarística presidida pelo bispo. Fala do incenso, dos hinos, dos ministros, das leituras, de toda a assembleia distribuída em diferentes ordens. Para este autor, a imitação divina não pode dar-se a não ser com a memória das palavras e ações de Deus, renovadas nas palavras e ações dos bispos, porque se realizam em memória de Cristo. Põe muita atenção à consagração, à comunhão e à ação de graças (cf. A Hierarquia Eclesiástica, 2,2.12-14).</p>
<p><strong><em>Damo-nos conta de que o que Cristo fez e disse o temos ao nosso alcance, sacramentalmente, na Eucaristia?</em></strong></p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Este ligeiro percurso deve despertar em nós o interesse em conhecer melhor o que estes autores ensinaram. O proveito que pode derivar disto seria uma maior solidez de vida espiritual e, no caso com que nos ocupamos, uma maior estima pela Sagrada Eucaristia.</p>
<p>Recorrer aos Padres não é simples curiosidade histórica. É um imperativo vital para todo aquele que queira viver a Palavra que se encontra, mais do que na materialidade dos livros, no coração da Igreja. Ao considerar o ensinamento dos Padres fica-nos claro que nossa &#8220;Missa&#8221; atual conserva sem dúvida os traços essenciais da celebração eucarística de todos os tempos e que não é uma invenção de ontem, mas uma herança apostólica. A Eucaristia realiza o que havia anunciado o Antigo Testamento e possui um valor sacrifical, posto que se trata do mesmo mistério de Cristo que se faz presente através da ação do Espírito Santo pedido ao Pai na Oração Eucarística. A Eucaristia é eminentemente trinitária.</p>
<p>A comunhão com o corpo de Cristo é como um remédio que nos proporciona a vida e nos conduz à ressurreição final, e nos exige um esforço constante de comunhão e unidade entre nós como cristãos membros de um mesmo corpo, no qual cada um possui um lugar e uma função. Também nos exige a coerência de nossa vida diária com o dom que nos foi entregue, a caridade para com próximo e o trabalho pela paz.</p>
<p><a href="http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/tradicion_y_eucaristia.html">Fonte (em espanhol)</a></p>
<p>Tradução por Luís Augusto &#8211; membro da ARS</p>
<p>Postado por Associação Redemptionis Sacramentum às <a title="permanent link" href="http://ars-the.blogspot.com/2009/04/tradicao-e-eucaristia.html">21:39</a></p>
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		<title>João 6, a Eucaristia e os Protestantes</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 00:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciodeantioquia</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if !mso]&gt;--></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Por <span>Juliana Fragetti Ribeiro Lima</span></span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Todo protestante que se preze lê a Bíblia. Em particular, muitos gostam do Novo Testamento e em especial o Evangelho de São João é querido por inúmeras pessoas. Eu também amo a forma como São João expõe o Evangelho do Mestre.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Mas há alguns detalhes que as pessoas passam por alto. Um deles, senão o principal, está diante dos olhos de todos e muitos nem percebem. Falo do texto de João 6. Alguém mais desavisado dirá: <em><span style="font-family:Tahoma;">“mas o que tem João 6 de especial?”</span></em>. É aí que está. Estamos diante de um texto deveras especial. Vamos a ele.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Do céu deu-lhes pão a comer. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. Declarou-lhes Jesus: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede. Mas como já vos disse, vós me tendes visto, e contudo não credes.” (João 6:31-36)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Aqui Jesus declara ser o pão da vida, o pão que desceu do Céu e que dá vida ao mundo. Ele falava literalmente e assim foi compreendido, como veremos depois. Tanto é verdade, que em seguida os judeus conjecturavam:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu; e perguntavam: Não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz agora: Desci do céu?“ (João 6:41-42)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Fica claro aí, portanto, que os judeus estavam compreendendo Jesus tal como ele falava. Aí, Jesus chega então ao cerne do texto em questão, dizendo:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este dar-nos a sua carne a comer? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu; não é como o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.” (João 6:50-58)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Sei que muitos dirão que ali Jesus falava figuradamente e etc. Mas tudo isso poderia ser factível e até muito interessante, não fosse a reação dos discípulos:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Mas, sabendo Jesus em si mesmo que murmuravam disto os seus discípulos, disse-lhes: Isto vos escandaliza?“ (João 6:60-61)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Realmente, eles tinham razão: era um discurso duro, forte demais até. Mas Jesus os interpela perguntando se isso (que Sua Carne é verdadeira comida e o Seu Sangue é verdadeira bebida) os escandalizava. E no versículo 64 Ele ainda fala que alguns ali (entre os discípulos) não criam. E aí acontece o inevitável diante dessa cena:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Por causa disso muitos dos seus discípulos voltaram para trás e não andaram mais com ele. Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6:66-68)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Aí é onde vemos os verdadeiros discípulos. Muitos, por terem entendido, sim, corretamente as palavras de Cristo, se retiraram, pois não podiam suportar tal coisa (v. 60). Eles não se retiraram por terem achado chato ou coisa parecida, não! Se retiraram por terem entendido, e não aceitado a palavra de Cristo, mostrando que devemos comer da Sua Carne e do Seu Sangue. Pois o verbo ali no texto original, não quer dizer somente comer, mas triturar. Devemos, sim, comer do Corpo e do Sangue de Cristo. E daí que muitos pensaram que Cristo falava de canibalismo. Não era canibalismo, mas também eles não haviam entendido errado ao pensar em comer de forma real Seu Corpo e Seu Sangue.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">E aí, Ele se vira para os apóstolos e demais discípulos e questiona-os se eles também o deixarão. Veja, que se tivesse sido um mal-entendido, Jesus podia muito bem ter falado: <em><span style="font-family:Tahoma;">“Olha pessoal, não é bem assim, eu queria dizer isso e isso, não tem nada a ver com o que vocês entenderam”</span></em>. Mas não! Ele não fez isso! Ele deixou-os ir. Queria qualidade de discípulos, não número. E olha que não era tanta gente ainda, hein.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Lembre-se de que todas as vezes em que alguém entendia mal algo que Ele falava e aquilo tinha que ficar claro, Ele tornava a explicar. Caso de Nicodemus, que tomou a Jesus ao pé da letra (“nascer de novo” como sendo o nascimento natural) e foi corrigido, para que ficasse claro o que Jesus falava a ele; outra vez, quando Jesus falava do fermento dos fariseus (Mt 16.6-12) e os apóstolos entenderam que era do fermento natural, de pães que Ele falava, Ele corrigiu-os e mostrou que o “fermento” aí era a doutrina errada deles e não o fermento literal como todos conhecem. Teria mais situações nesse sentido nos Evangelhos para comprovar o que falo. Ele deixou-os ir sabendo o que eles tinham compreendido e que aquilo que eles entenderam (de tomar literalmente Sua Carne e Seu Sangue) não era uma distorção do ensino que Ele tinha dado a eles.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Ou seja, quando Cristo precisava esclarecer seus ensinos, Ele o fazia e jamais deixava Seus filhos no engano. Não seria em uma hora tão vital que Ele deixaria as pessoas crerem algo contrário do que Ele disse.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Sabemos ainda que esse texto que consideramos agora tem dois elos essenciais na Escritura: Lucas 22:19-20: “E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o MEU CORPO, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em MEU SANGUE, que é derramado por vós“ e 1 Coríntios 11: 23-25, onde São Paulo praticamente repete Nosso Senhor. Notem que em momento algum Cristo ou São Paulo fala que isso representa o corpo de Cristo, antes que isso <strong><span style="font-family:Tahoma;">É</span></strong> o corpo e sangue de Cristo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Ou seja, ali Ele falava realmente de comermos Sua Carne e tomarmos o Seu Sangue. Mas e a questão é: onde e como se faz isso? Existem provas que Ele falava explicitamente da Eucaristia? Teria sido esse o entendimento dos apóstolos e dos cristãos dos primeiros séculos? E hoje, quem segue esse ensino? Vamos pensar um pouco.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Os Padres da Igreja e a Eucaristia</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Sto. Inácio de Antioquia, do século II, dizia sobre a Eucaristia, que ela era &#8220;<em><span style="font-family:Tahoma;">a Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, a qual padeceu por nossos pecados e a qual o Pai ressuscitou por sua benignidade &#8220;</span></em>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">São Cirilo de Jerusalém, ao comentar esses textos, especialmente o de Lucas, afirma: <em><span style="font-family:Tahoma;">&#8220;Havendo Cristo declarado e dito, referindo-se ao pão: Isto é o meu corpo, quem ousará jamais duvidar? Havendo Cristo declarado e dito: Este é o meu sangue, quem ousará jamais dizer que não é esse seu sangue? &#8221; (Cirilo de Jerusalém, Catech. mystag., LXXXVI, 2401)</span></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">São Cirilo de Alexandria, comentando texto análogo ao de Lucas que está em Mateus, fala: <em><span style="font-family:Tahoma;">&#8220;(&#8230;) Porque o Senhor disse mostrando os elementos: Isto é meu corpo, e Este é o meu sangue, para que não imagineis que o que ali aparece é uma figura, senão para que saibas com toda segurança que, pelo inefável poder de Deus onipotente, as oblações são transformadas real e verdadeiramente no corpo e sangue de Cristo ; e que ao comungar delas recebemos a virtude vivificante e santificadora de Cristo.&#8221; (Cirilo de Alexandria, Comment. In Math. XXVI, 27)</span></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Com isso ele desmonta toda e qualquer tese de ser uma simples demonstração do corpo de Cristo, antes, ele assevera que as oblações se tornam categoricamente e insofismavelmente no corpo e no sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Veja o que um mártir, do primeiro século da Igreja, disse a respeito: </span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Não me agradam comida passageira, nem prazeres desta vida. Quero pão de Deus que é a carne de Jesus Cristo” (Sto. Inácio Mártir, Bispo de Antioquia, escrevendo aos Romanos, parágrafo 7, cerca de 80-110 d.C.).</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Não precisaríamos ir longe para comprovar que isso era o que criam os primeiros cristãos e toda a Igreja desde sempre, desde o seu início. A pergunta que não quer calar é: como os protestantes, que amam a Escritura, fazem dela seu único baluarte (embora a mesma Escritura assevere que o baluarte da Verdade é a Igreja e não a Escritura – cf. 1 Timóteo 3.15) não vêem isso? Por que motivo eles fariam vistas grossas ao que colocamos aqui, da crença dos primeiros cristãos?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Veja S. Justino falando sobre a Eucaristia:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Está comida nós a chamamos Eucaristia&#8230; nós não recebemos essas espécies como pão comum ou como bebida comum; mas como Cristo Jesus nosso Salvador, assim também ensinamos que o alimento consagrado pela Palavra da oração que vem dele, de que a carne e o sangue são, transformação, Carne e Sangue daquele Jesus Encarnado” (São Justino Presbítero, I Apologia, cap. 66 cerca de 148-155 d.C.).</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Aqui ele faz o elo claro, a transubstanciação. Ele também é por demais claro ao falar que o alimento consagrado É corpo e sangue de Cristo e não um pão qualquer.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Veja isso, datado do século II também:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Assegurem, portanto, que se observe uma Eucaristia comum; pois há um Corpo de Nosso Senhor, e apenas um cálice de união com seu Sangue e apenas um altar de sacrifício”. (Stº Inácio de Antioquia – Carta aos Filadelfos – ano 110 d.C.)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Outro Pai da Igreja do século II, falando clara e inequivocamente da Eucaristia como sendo de fato, e não só simbolicamente, o Corpo e Sangue de Cristo. E ele adiciona outro elemento aí: sacrifício! Ele fala em um altar de sacrifício. Os primeiros cristãos tinham isso muito claro: só havia uma Eucaristia, ela se constituía do Corpo e do Sangue de Cristo, que eram pão e vinho consagrados e transformados no Corpo e Sangue de Cristo por meio de um sacrifício!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Não se pode falar então de Nosso Senhor e dos primeiros cristãos como hereges, idólatras ou qualquer coisa semelhante. Eles o faziam assim, e tinham plena consciência disso ser o ensino de Cristo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Mas, se um protestante estiver lendo esse texto, sei que falará: <em><span style="font-family:Tahoma;">“olhe, João 6 não dá base para falar de sacrifício e da missa como vocês católicos crêem, quero ver se você me prova sua tese na Escritura”</span></em>. Ok&#8230; Vamos então a ela, a começar do AT.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">O Antigo Testamento e a Eucaristia</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Sempre chamamos a Cristo de o “Cordeiro de Deus&#8221;, não? Como S. João Batista: <em><span style="font-family:Tahoma;">“eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”</span></em>. Bem, no AT, o cordeiro era muito comum, já que ele remetia ao sacrifício, que é a forma de adoração mais antiga que se conhece. Temos muitos exemplos de sacrifícios no AT: Abel (Gn 4.3-4), Abraão(Gn 15.8-10), Noé(Gn 8.20-21), Moisés, Josué, Jacó (Gn 46.1), Melquisedec (Gn 14.18-20), etc. Só para citar alguns.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Melquisedec, que é tido por muitos como tipo de Cristo, ofereceu um sacrifício incruento. Ele não abateu algum animal, antes ofereceu pão e vinho! Do mesmo modo que Cristo o fez na instituição da Eucaristia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo“ (Gen 14:18-20)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Os apóstolos e a Eucaristia</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Os apóstolos foram mais claros ao falar da Eucaristia como corpo e sangue de Cristo. Alguns acontecimentos no NT reforçam isso. Logo depois da ressurreição, com os discípulos em Emaús, Cristo partiu o pão com eles e foi reconhecido justamente no partir o pão (Lc 24.30, 31, 35). Em Atos lemos que todos eram fiéis aos ensinos dos apóstolos, ao partir do pão e às orações (At 2.42). Em 1 Coríntios, S. Paulo ressalta a presença Real de Cristo nas espécies ao falar das conseqüências de se tomar sem o devido preparo o Corpo e o Sangue de Cristo, falando que quem o faz sem discernir, come e bebe a própria condenação (1 Co 11.29).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">São Paulo fala do pão e do cálice como sendo Corpo e Sangue de Cristo: Porventura o cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? (1Co 10:16) Daí que ele adverte os cristãos a não participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios, pois muitos comiam carnes sacrificadas a ídolos e ele com isso evidencia que a comunhão eucarística é de fato a comunhão do Corpo e Sangue de Cristo e que não podemos profaná-la&#8230;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Os Protestantes e a Eucaristia</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Entre os protestantes, já não há esse consenso. Uns vão defender a consubstanciação (luteranos), dizendo que a presença é só no momento da comunhão, não depois, daí que eles não conservam as espécies, crêem que depois não há mais presença de Cristo. Outros defenderão a presença espiritual (calvinistas), dizendo que há presença de Cristo na Eucaristia sim, mas não real e sim virtual. E outros ainda defenderão que a Eucaristia é só um memorial da paixão de Cristo e nada mais (batistas e a maioria dos protestantes). Ainda não é consenso entre eles a quem deve ser administrada a eucaristia: se somente a membros da própria igreja que o administra (conhecido entre eles “como comunhão fechada”) ou se admitem-se membros de quaisquer confissão protestante na administração da eucaristia (conhecida essa posição como “comunhão aberta”). Normalmente se vê batistas abraçando a primeira, enquanto presbiterianos e demais reformados abraçam a segunda. Pentecostais também se dividem. Entre eles, a Congregação Cristã defende a comunhão fechada e os assembleianos, entre outros, defendem e praticam a comunhão aberta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Conclusão</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Pudemos ver que o ensino perene de Nosso Senhor sobre Seu Corpo e Seu Sangue foi levado adiante pelos apóstolos e pelos Pais da Igreja, tendo uma prefiguração clara já no AT. Quando Ele falou de comer e beber da Sua Carne e do Seu Sangue, não falava de modo figurado, mas real.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Os protestantes, que tanto pregam o amor à Escritura, não crêem no ensino claro de Nosso Senhor sobre isso, pois isso significaria retornar a Roma. Antes, na sua busca de defender posições não ensinadas na Escritura, se dividem em mil e uma interpretações sobre qual a posição mais correta. E isso desde os primórdios da Reforma. Já que desde aquela época nunca houve consenso entre eles a esse respeito.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">É dever da alma consciente decidir. A quem ouvir? À Igreja, que sempre ensinou o que Nosso Senhor e os apóstolos, os Pais da Igreja ensinaram por séculos? Ou a centenas de igrejas protestantes que não tem consenso entre si sobre um ponto fundamental da fé cristã?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">&#8220;Jamais me pude persuadir de que Jesus, a Verdade e a Bondade mesmas, tenha permitido que por tantos séculos a sua Esposa, a Igreja, haja prestado adoração a um pedaço de pão em lugar de adorar a Jesus mesmo&#8221; (Erasmo de Roterdam).</span></em></p>
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<div class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></p>
<hr size="2" /></span></div>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Para citar este artigo:</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">LIMA, Juliana Fragetti Ribeiro</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">. Apostolado Veritatis Splendor: <em>JOÃO 6, A EUCARISTIA E OS PROTESTANTES</em></span>. <span>Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5551. Desde 12/5/2008</span>.</span></p>
<p><strong></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inaciodeantioquia.wordpress.com/129/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=129&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Receber a Eucaristia é Receber a Eternidade</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 23:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciodeantioquia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As vidas do cristão sós tomam sentidas a partir da sua plena comunhão com Cristo. Neste mês dedicado as vocações, vamos neste domingo rezar pelos nossos pais para que eles possam cumprir com alegria a missão que o Senhor lhes confia dentro da família. Deus é Aba, que quer dizer paizinho querido. Que todos os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=124&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>As vidas do cristão sós tomam sentidas a partir da sua plena comunhão com Cristo. Neste mês dedicado as vocações, vamos neste domingo rezar pelos nossos pais para que eles possam cumprir com alegria a missão que o Senhor lhes confia dentro da família. Deus é Aba, que quer dizer paizinho querido. Que todos os pais sintam em seus corações a grande missão de estarem sempre junto as suas esposas na educação e orientação de seus filhos.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>OREMUS: Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>EVANGELHO (Jo 6, 41-51):</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Naquele tempo, os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: ?Eu sou o pão que desceu do céu?. Eles comentavam: ?Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?? Jesus respondeu: ?Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: ?Todos serão discípulos de Deus?. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é minha carne dada para a vida do mundo?.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#8220;QUEM COMER DESTE PÃO VIVERÁ ETERNAMENTE?.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Toda pessoa humana busca o eterno. O alimentar-se com a vida divina que nos é dada através da Eucaristia nos faz novas criaturas dando-nos a capacidade de pelo poder de Deus sermos ressuscitados.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O mistério da comunicação de Deus com suas criaturas passa automaticamente pela presença dele no meio de nós. Se a Igreja perdura todos estes séculos sem sofrer tantas divisões como acontecem com outras religiões é graças a presença real de Jesus no mistério eucarístico.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>É uma alegria para nós cristãos termos a certeza, de que mesmo vivendo dentro de nossas limitações, Jesus está sempre presente no meio de nós. A presença de Jesus é transformante e renovadora. Precisamos nos transformar na eucaristia que celebramos e recebemos. O processo de ressurreição ou de eternização na nossa vida começa com a comunhão de nossa existência com a divina. Para recebermos Jesus devemos configurar a nossa vida com a dele.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A fome do eterno continua ativa dentro de nosso coração. Não podemos criar substitutivos alienantes da nossa própria realidade. A pessoa humana só será feliz com uma relação profunda com o Eterno. Mesmo tendo todos os bens deste mundo, sem esta relação, a vida se torna vazia e superficial.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Deus vem até nós. Baixa para que nós possamos subir. Quem souber perder saberá ganhar. O cristão deve aprender constantemente que na derrota aparente da cruz está a vitória final. O sofrimento momentâneo do seguimento não se compara com a alegria e a felicidade permanente dos que se comunicam com Deus.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Comungar é aceitar o Cristo por completo com sua vida paradoxal e contraditória. Nunca seremos elogiados e valorizados pelo mundo guiado pelas relações comerciais. O ser humano está muito distante de sua verdadeira realização. Quando fazemos a experiência de perdão e de comunhão a nossa vida se transforma em fonte de realização e amor.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Senhor Jesus venha sempre nos libertar de nosso próprio egoísmo e vaidade&#8230;?.</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Fonte:</em><em> </em><em>Frei Giribone</em></strong></p>
<hr size="2" />
<p style="text-align:justify;"><strong>Para citar este artigo:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>GIRIBONE, Frei. Apostolado Veritatis Splendor: <em>RECEBER A EUCARISTIA É RECEBER A ETERNIDADE</em>. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2029. Desde 9/22/2003.</strong></p>
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		<title>EUCARISTIA: SACRAMENTO E SACRIFÍCIO</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 23:43:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciodeantioquia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Eucarístia]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos e Sacramentais]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Fernanda Carminati Azevedo Fonte: Sociedade Católica Sacramento é algo que nos é doado, e sacrifício é algo que oferecemos a Deus. Na Eucaristia como sacrifício, Jesus oferece mais uma vez ao Pai seu holocausto pela nossa Salvação; enquanto como sacramento o Senhor doa-se a nós para nossa santificação. Como sacrifício a Eucaristia é uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=116&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Fernanda Carminati Azevedo</em></strong></p>
<p><strong><em>Fonte: Sociedade Católica</em></strong></p>
<p><strong>Sacramento é algo que nos é doado, e sacrifício é algo que oferecemos a Deus. Na Eucaristia como sacrifício, Jesus oferece mais uma vez ao Pai seu holocausto pela nossa Salvação; enquanto como sacramento o Senhor doa-se a nós para nossa santificação.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Como sacrifício a Eucaristia é uma realidade transitória, que se realiza durante a celebração da Santa Missa, e seu fim primário é glorificação de Deus. Como sacramento é uma realidade permanente, o Santíssimo Sacramento, e tem como desígnio a nossa santificação.</strong></p>
<p><strong><strong>O Sacramento</strong></strong></p>
<p><strong>A Eucaristia distingue-se dos demais sacramentos pela sua sublimidade, de modo que se pode dizer que a Eucaristia é a plenitude dos demais sacramentos; posto que os são os canais da graça de Deus, que comunicam a alma de quem os recebe o mistério salvífico de Cristo; porém de forma mais perfeita, na Eucaristia não recebemos só os méritos do mistério pascal, mas o próprio Cordeiro de Deus.</strong></p>
<p><strong>Todos os sacramentos confluem para o Santíssimo Sacramento: os batizados fazem-se filhos da Igreja, e a Igreja reúne os seus da mesma forma que Jesus reuniu-se com seus apóstolos; no partir do Pão. Os crismados são confirmados a fim de fazerem-se perfeitos cristãos e dar testemunho de vida verdadeiramente cristã, e como soldados fieis que deverão ser tem a necessidade de receber o Pão dos Céus. A Penitência por sua vez, é o sacramento que capacita as almas que fraquejaram a receber a Sagrada Comunhão. E o sacramento da Ordem, para que fim mais belo foram instituídos pelo próprio Jesus os sacerdotes da Nova Lei, senão para que tivessem o poder de fazer presente sobre os altares o próprio Mestre, em obediência as suas palavras “fazei isto em memória de mim”?</strong></p>
<p><strong>O sacramento do matrimônio, instituído primariamente para gerar aqueles que pelo Batismo far-se-ão filhos de Deus, e este Deus Pai misericordioso é o Bom Pelicano que alimenta os filhotes com a sua própria carne. Por fim, o sacramento da Unção dos Enfermos, é dado para unir os filhos da Igreja aos supremos tormentos da Paixão do Redentor, a fim de que quando abandonarem este mundo, possam gozar da visão Eucarística, só que agora já não mais ocultada pelos véus das aparências de pão e vinho.</strong></p>
<p><strong>Na Sagrada Escritura, Jesus deixa singularmente clara sua realidade eucarística, Ele intitula-se o Pão Vivo descido do Céu, e depois na última ceia, tomando o pão diz: “Este é o meu corpo”.</strong></p>
<p><strong>Também é indispensável lembrar àqueles que negam o Santíssimo Sacramento, aquela passagem em  que Nosso Senhor depois de ter feito o milagre de multiplicar os pães e os peixes, é seguido pela multidão. Jesus então os repreende por que eles O Seguiam não por Ele ter feito milagres, mas por tê-los saciado a fome. Jesus vai mandar que trabalhem não pela comida que perece, mas pela comida que dura para vida Eterna e que Ele dará; o povo logo pede a Jesus deste pão, e Jesus responde: “Eu sou o Pão da Vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede” (São João 6, 35). Jesus vai ser ainda mais enfático dizendo: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” (São João 6, 53 &#8211; 56). Então muitos de seus discípulos murmuraram e foram embora.</strong></p>
<p><strong>Jesus não foi correndo até eles e disse: “acalmem-se vocês não me entenderam bem, é claro que minha carne não é uma verdadeira comida.” Ao contrário, Jesus mantém o que acabara de dizer, e ainda, aproximando de seus doze apóstolos diz: “Quereis vós também retirar-vos?” (São João 6, 67). Jesus não retificou o que acabara de dizer mesmo tendo visto que muitos se afastaram, porque aquilo o que disse não era uma figura, não era um simbolismo, mas era simplesmente verdade. Como Jesus está presente na Sangrada Hóstia? Tanto nas aparências de pão quanto de vinho, é Jesus todo inteiro e vivo como está no Céu; pois Jesus ressuscitado não morre mais, por isto seu sangue já não mais separa de seu corpo, logo onde está o corpo está concomitantemente o sangue, assim também onde está o sangue está por concomitância o corpo; e onde está o corpo e o sangue está a alma e a divindade.</strong></p>
<p><strong><strong>O Sacrifício</strong></strong></p>
<p><strong>Eucaristia enquanto sacrifício, a Santa Missa, é a renovação do sacrifício da Cruz. O Papa Pio XII proferiu esta admirável sentença: “O altar de nossas igrejas não é diferente do altar do Gólgota, pois ele também é um monte encimado por uma Cruz e por um Crucificado, e é nele que se realiza a reconciliação entre Deus e o homem”. Também asseverou o Doutor Angélico “Tanto vale a celebração da Santa Missa, quanto vale a Morte de Jesus na cruz”.</strong></p>
<p><strong>Importante compreender que a Santa Missa, o sacrifício Eucarístico que nela acontece, não é o outro, mas o mesmo sacrifício da Cruz; separados apenas na ordem cronológica, mas o que existe sobre o altar, é mesma Vítima, o mesmo oferecimento e o mesmo sacerdote da Cruz. A única diferença está no modo em que Jesus se oferece: o Sacrifício da Cruz foi oferecido com derramamento de Sangue (cruento), e o Sacrifício da Missa é incruento (sem derramamento de sangue). Poderiam dizer os hereges: “que sacrifício pode dar-se sem derramamento de sangue?” Ora, Abraão voltando da guerra encontrou um rei chamado Melquisedec; aquele rei ofereceu a Deus pão e vinho, este era um sacrifício em que não havia derramamento de sangue, portanto incruento.</strong></p>
<p><strong>A Santa Missa é um verdadeiro sacrifício em que o sacerdote é o próprio Jesus; no Salmo 110, o profeta Davi profetiza a respeito do Messias: “Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec”. Estas palavras do salmista, não se referem ao sacerdócio que Jesus exerceu na Cruz, porque nele houve derramamento de sangue; mas esta profecia anuncia o Sacerdócio de Jesus na Santa Missa, onde a oblação é incruenta.</strong></p>
<p><strong>Neste verdadeiro sacrifício que é a Missa, Jesus é não só sacerdote, mas como na Cruz, é também a Vítima oferecida ao Pai. A Missa é um memorial do Sacrifício da Cruz, porque é uma lembrança da paixão e morte de Nosso Senhor; a morte é simbolizada na separação das aparências do pão e vinho, como na Cruz separaram-se o corpo e o sangue, é portanto uma morte mística, isto é que se dá nos gestos e nas palavras, posto que após a sua ressurreição Jesus já não pode morrer. Porém a Missa não é uma simples lembrança, pois nela Jesus oferece-se verdadeiramente ao Pai tornando novamente presente a oferta feita por Ele na Cruz.<br />
Qual a finalidade de renovar esta oblação? Primeiro para que nos ofereçamos com Ele, já que não pudemos estar presentes na sua Cruz do Gólgota, agora devemos estar presentes com Ele na patena do celebrante, e em união com os merecimentos de sua Paixão e Morte darmos glórias a Deus. Ainda, para que possam ser aplicados a nós os frutos deste Santo Sacrifício, e assim conseguirmos de Deus o perdão pelas nossas faltas e alcançarmos graças que nos forem necessárias. Também por meio da Santa Missa que Jesus fazendo-se presente sobre o altar pode vir sacramentalmente as nossas almas na Santa Comunhão.</strong></p>
<p><strong><strong>Eucaristia: Mistério da Fé, Prodígio do Amor</strong></strong></p>
<p><strong>A Eucaristia é um mistério da fé, e uma recordação constante e imperecível do amor de Deus pelas suas pobres criaturas. Certa vez um árabe, o emir Abd-el-ksder, estava andando pela cidade de Marselha com um oficial francês, quando encontraram com um sacerdote levando o Santo Viático à um enfermo; no mesmo instante o oficial francês parou, descobriu a cabeça e se ajoelhou. O árabe logo perguntou a razão de tal saudação, e ouviu do justo francês: “estou saudando o meu Deus, que o Sacerdote vai levando a um doente.” O emir reagiu dizendo: “como acreditar que Deus, sendo tão grande, faça-se tão pequeno, a ponto de ir até aos barracos dos pobres? Nós maometanos fazemos uma idéia bem mais alta de Deus.” O oficial então responde-lhe seguro: “É porque vós, tendes só uma idéia da imensa grandeza de Deus, mas não conheceis o seu amor”.</strong></p>
<p><strong>A Eucaristia é o amor de Deus, no milagre eucarístico de Lanciano, o fragmento de carne em que se transformou a Hóstia Consagrada, é cientificamente atestado ser um fragmento do músculo cardíaco humano e vivo. Como é misericordiosa a providência de Deus, sendo o coração o símbolo do amor, Deus nos quis mostrar esta doce verdade: Jesus na Divina Eucaristia é só amor. “A Eucaristia é o amor que supera todos os outros amores no Céu e na Terra” (São Bernardo).</strong></p>
<p><strong>Só o amor pode confinar um Deus a uma pequena partícula. Só o amor pode fazer um Deus querer nosso coração como Sua morada. Só o amor pode fazer um Deus suportar o abandono em tantos sacrários onde permanece esquecido. Só o amor pode fazer um Deus obediente às palavras do sacerdote, e por meio delas vir fazer-se presente sobre o altar. Enquanto os homens querem conquistar os pólos mais altos do mundo, na ilusão de serem grandes homens; só o amor pode fazer um Deus querer ser tão pequeno. Só o amor pode fazer um Deus querer tudo isto, e só um Deus pode amar assim.</strong></p>
<p><strong>Ao aproximarmo-nos da Diviníssima Eucaristia, é essencial compreender bem a quem iremos receber, e por assim sabermos, fazermos todo o possível para recebê-lo dignamente. A Santa Missa e a Comunhão são os centros da nossa fé, nestas horas não cabem quaisquer irreverências, mas todo o respeito, solenidade e reverência que pode merecer um Deus. Quando se inicia a Santa Missa, o católico deve esquecer-se de tudo mais que exista para ver somente o Cristo e oferecer-se com Ele; deve colocar-se no Calvário ao lado da Santíssima Mãe do Redentor; deve morrer misticamente com Jesus, para ressuscitar com Ele para uma vida de mais perfeição cristã; por isso o católico deve sair de cada Santa Missa melhor do que chegou a ela.</strong></p>
<p><strong>Uma vez quando perguntado se sofria por estar apoiado sobre as chagas sangrentas dos pés durante a Santa Missa , São Pio de Pietrelcina respondeu: “Durante a Missa, não estou de pé, estou suspenso”; isto é participar verdadeiramente da Santa Missa; São Pio não sentia-se apenas no Calvário, assistindo a Santa Missa, mas ele se pregava a Cruz. Conta-se também na vida de São Bento, que um dia celebrando a Santa Missa, após ter pronunciado as palavras “Isto é o meu Corpo”, ouviu uma resposta vinda da Hóstia a pouco consagrada: “É o seu também, Bento!”. Porque a verdadeira participação na Santa Missa, deve nos fazer não só expectadores do Sacrifício de Cristo, mas vítimas com a Vítima.</strong></p>
<p><strong>Para encerrar , não nos esqueçamos nem um só momento, que a Eucaristia é nosso grande tesouro de valor infinito, pois contém o próprio Deus; Santo Agostinho dizia sobre a Eucaristia: “Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar”.</strong></p>
<hr size="2" /><strong><strong>Para citar este artigo:</strong></strong></p>
<p><strong><strong>AZEVEDO, Fernanda Carminati</strong>. Apostolado Veritatis Splendor: <em>EUCARISTIA: SACRAMENTO E SACRIFÍCIO</em>. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5583. Desde 2/4/2009.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Cruz e Eucaristia &#8211; Amor ao Extremo</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 23:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciodeantioquia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Categoria : Textos e Reflexões Por Ana Maria Bueno Cunha A criação é obra do amor. Certamente, antes da Encarnação do Verbo, o homem podia duvidar que Deus o amava com ternura; porque, a rigor, a verdade desse fato, surpreendente e incrível, não era coisa que podíamos compreender na ordem natural. Mas depois que Ele [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=110&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;"><strong>Categoria : Textos e Reflexões</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;"><strong>Por </strong><strong>Ana Maria Bueno Cunha</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>A criação é obra do amor. Certamente, antes da Encarnação do Verbo, o homem podia duvidar que Deus o amava com ternura; porque, a rigor, a verdade desse fato, surpreendente e incrível, não era coisa que podíamos compreender na ordem natural. Mas depois que Ele nos revelou o seu segredo numa epifania de sangue, depois da morte de Jesus Cristo, quem poderia duvidar disso? Agora que a luz iluminou o nosso caminho compreendemos que, em todas as partes, Ele nos envolve com Seu amor irresistível.</em> (Santo Afonso de Ligório &#8211; A prática do amor a Jesus Cristo &#8211; Editora Santuário &#8211; Ano 2002)</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quanto mais estudamos a doutrina de Cristo e as palavras dos Santos que morreram por amor a Ele, mais entendemos que nossa santidade, aliás, toda nossa santidade e perfeição, consiste em amar nosso Redentor e Salvador, Jesus Cristo. O amor a Deus consiste na caridade que é o vínculo da perfeição e esta conserva todas as virtudes que fazem um homem perfeito.</strong></p>
<p><strong>Santo Agostinho já dizia: &#8220;<em>Ama e faz o que queres</em>&#8220;. Se amamos a Deus, evitamos tudo que Lhe desagrada e buscamos solidamente todo bem que é fazer de fato, tudo que Lhe agrada. A história mostra, assim como toda criação e sobretudo cada um de nós, que Deus nos amou primeiro e tudo fez para demonstrar este amor eterno. Mas Ele, num designo de pura bondade, não se contentando com tudo isso, deu-nos, para cativar nosso amor e compreendermos o Seu amor, Seu Filho único e amado. Afinal, Deus que criou tudo do nada, e nos deu tantos dons, ao ver-nos mortos sem sua graça santíssima, levado por um amor excessivo, enviou este Filho para morrer por nós. &#8220;<em>Mas Deus que é rico em misericórdia, pelo excessivo amor com que nos amou, quando ainda estávamos mortos por nossos pecados, nos vivificou juntamente com Cristo</em>&#8221; (Ef 2,4-5)</strong></p>
<p><strong>Se Deus não poupou Seu próprio Filho, como não nos dará com Ele todas as coisas? (cf. Rm 8,32). O Filho, por amor, deu-Se a nós por inteiro, e para tanto Se revestiu de carne – O Verbo de Deus se fez carne – para nos remir da morte eterna, recuperar a graça divina, o paraíso perdido. Eis aqui um Deus aniquilado! &#8220;<em>Esvaziou-se a Si mesmo e assumiu a condição de servo tomando a semelhança humana</em>&#8221; (Fl 2,7)</strong></p>
<p><strong>Jesus foi servo na dor, porque sem morrer nem sofrer, podia muito bem nos salvar. Mas não! Escolheu uma vida de aflições e desprezos e uma morte cruel e vergonhosa. Morreu numa Cruz, destinada aos criminosos: &#8220;<em>Humilhou-se ainda mais e foi obediente até a morte e morte de Cruz</em>&#8221; (Fl 2,8). Jesus escolheu morrer e sofrer simplesmente para mostrar o Seu infinito amor pelos pecadores e o desejou ardentemente, quando assim se expressava: &#8220;<em>Devo receber o batismo, e quanto o desejo até que ele se realize!</em>&#8221; (Lc 12,50). Por isso a caridade de Cristo deve nos constranger e deve nos obrigar mesmo amá-Lo. Como nos diz São Francisco de Sales: &#8220;<em>Este sofrimento e morte de Cristo não é como que ter nosso coração debaixo de uma prensa?</em>&#8221; (Tratado do amor de Deus). O que nos leva a compreender que devemos morrer para qualquer outro amor para viver no amor de Cristo.</strong></p>
<p><strong>Que loucura fez Deus diante da humanidade para se expor e morrer assim? Que vergonha para Sua grandeza. <em>Quem fez isso?</em> Pergunta São Bernardo. E responde: <em>Foi o amor, que esqueceu sua dignidade</em> (Tractatus de caritate). É que o amor quando quer se fazer conhecido, não leva em conta aquilo que mais convém à dignidade da pessoa que ama, mas o que mais condiz manifestar-se à pessoa amada.</strong></p>
<p><strong>Se a fé não nos garantisse, quem poderia crer que Deus onipotente, Senhor de tudo, quis amar tanto os homens, parecendo até ficar fora de Si, por amor de nós? São Lourenço Justiniano dizia: &#8220;[/i]Vimos a própria sabedoria, o Verbo Encarnado enlouquecido por excessivo amor pelos homens[/i]&#8221; (Sermo im Nativ. Domini n. 4). Devemos compreender que a origem do amor de Jesus Cristo para com os homens é sua caridade para com Deus. Ele mesmo disse aos Seus discípulos na Quinta-feira Santa: &#8220;<em>Para que o mundo saiba que amo o Pai &#8216;levanta-vos e vamos&#8217;</em>&#8220;. Aqui também está a fonte de nosso amor, amar a tudo e a todos, mesmo nas dificuldades, por amor à Deus, que merece ser amado por tudo que nos fez. Todos os sofrimentos que Cristo se impôs para nos mostrar Seu amor, são muito menores que Seu amor distribuído, pois Ele amou muito mais do que sofreu. Somente por amor, Ele sofreu daquela maneira, e este amor, superou todo o sofrimento, o que nos leva a meditar na grandeza d&#8217;Aquele que amou até o fim.</strong></p>
<p><strong>O maior sinal de amor é dar a vida pelos amigos, e Jesus o fez; e este amor, quando se dá a conhecer, faz as pessoas saírem de si e ficarem estarrecidas, e por isso muitas daquelas que compreendem este amor, sentem afervorar-se o coração, desejam o martírio, alegram-se nos sofrimentos, tem alívio nas dores. Passeiam nas brasas como se fossem rosas, desejam os tormentos, regozijam-se com o que o mundo teme, abraçam o que o mundo detesta. Como nos diz Santo Ambrósio: <em>Como pagar a Cristo este amor?</em> São João de Ávila nos ajuda: &#8220;<em>Ó grande amor, o que fizestes? Viestes para curar e me feristes? Viestes para me ensinar a viver e me tornastes semelhente a um louco? Ó sábia loucura, não viva mais eu sem Vós! Senhor, quando Vos vejo na Cruz, tudo me convida a amar: o madeiro, a vossa pessoa, as feridas de Vosso corpo e principalmente o Vosso amor. Tudo me convida a Vos amar e a não me esquecer mais de Vós</em>&#8221; (Trattati del SS. Sacramento dell’Eucaristia).</strong></p>
<p><strong>Diante de tudo isso, devemos buscar meditar Sua paixão, pois é um poderoso meio de obter o perfeito amor a Jesus Cristo. Esta devoção nos consola, nos anima e nos enche de esperança e forças de lutar. Santo Agostinho nos diz: &#8220;<em>Vale mais uma lágrima derramada ao lembrar da Paixão, do que o jejum e água em cada semana</em>&#8220;.</strong></p>
<p><strong>Santo Tomás de Aquino, Doutor e mestre da Igreja, auxilia quem deseja chegar ao perfeito amor de Cristo e para isso nos mostra os meios adequados: Recordar continuamente dos benefícios divinos, gerais e particulares. Considerar a infinita bondade de Deus que está sempre nos fazendo o bem. Sempre nos ama e procura ser amado por nós. Evitar com cuidado tudo que O desagrada, por mínimo que seja. E por fim, renunciar a todos os bens sensíveis deste mundo: riquezas, honras e prazeres dos sentidos.</strong></p>
<p><strong>Um dia aconselharam a São Francisco de Assis, já doente, a ler um livro piedoso. Ele respondeu: &#8220;<em>Meu livro é Jesus Crucificado</em>&#8221; e disse: &#8220;<em>Quem não se enamora de Deus, vendo Cristo morto na Cruz, não se abrasará jamais</em>&#8220;.</strong></p>
<p><strong>Como não se bastasse ter se tornado homem como nós e ter morrido na Cruz, Nosso Senhor, antes de deixar este mundo, quis deixar-nos a maior prova possível de Sua entrega. Ele nos deixou em memória de Seu amor nada mais nada menos que o Seu corpo, o Seu sangue, a Sua alma, a Sua divindade, Ele mesmo, todo, sem reservas. Neste dom da Eucaristia – diz o Concilio de Trento – Cristo quis derramar todas as riquezas do amor que reservava para os homens. (Sess. XIII,c,2). Ele quis dar esse presente aos homens precisamente na noite em que eles lhe preparavam a morte. Esta é a maravilhosa prova de amor de Nosso Senhor a nós pecadores, e se algum dia duvidarmos dela, tenhamos neste sacramento esta prova. Com tal garantia nas mãos, não podemos ter dúvidas de que Ele nos ama e muito!</strong></p>
<p><strong>São Bernardo chama este sacramento: &#8220;<em>Amor dos amores</em>&#8220;. É que este dom compreende todos os outros que o Senhor nos fez: A criação, a redenção, o destino ao Céu. Quando Jesus revelou a seus discípulos esse sacramento que nos queria deixar, eles não puderam acreditar: &#8220;<em>Como pode Ele nos dar a comer sua carne?</em>&#8221; Mas Jesus disse a eles: &#8220;<em>Tomai e comei</em>&#8221; – disse aos discípulos e por eles a todos nós, antes de morrer! Depois de dar graças, partiu-o e disse: &#8220;<em>Isto é o Meu corpo que é dado por vós</em>&#8220;. Este alimento não é terreno, mas veio do Céu para dar vida ao mundo. E para que todos pudessem recebe-lo, quis ficar sob as aparências de pão, este a quem todos tem acesso. As palavras de Cristo nos chamam a amá-Lo e a desejá-Lo, e elas nos levam a desejar o paraíso quando O ouvimos dizer: &#8220;<em>Quem come a Minha carne viverá eternamente</em>&#8220;. Também nos levam a rejeitar o mal quando nos diz: &#8220;<em>Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue, não tereis a vida em vós</em>&#8220;.</strong></p>
<p><strong>Santo Tomás nos ajuda a compreender o porque deste desejo divino de se estar conosco: é que os amigos, que se amam de coração, querem estar unidos de tal modo que formem uma só pessoa. Deus não só Se dá a eles no Reino eterno, mas já neste mundo Se deixa possuir pelos homens na união mais íntima possível. Ali &#8211; como nos diz Santo Afonso de Ligório &#8211; Ele está como atrás de um muro nos olhando e nos ajudando, até que chegue o dia, no paraíso, em que O veremos face a face. Devemos, portanto, estar certos de que uma pessoa não pode fazer nem pensar fazer coisa mais agradável a Jesus Cristo, do que comungar com as disposições convenientes a tão grande hóspede. Assim se une a Cristo, pois esta é a intenção do Senhor. Fiquemos atentos a isto: disposições convenientes e não dignas, porque se estas fossem exigidas, quem poderia comungar? Só um outro Deus seria digno de receber um Deus. Basta que ordinariamente falando, devemos comungar em estado de graça e com vivo desejo de crescer no amor a Jesus Cristo. O Pai tudo colocou nas mãos do Filho e este quando vem até nós traz consigo imensos tesouros de graças.</strong></p>
<p><strong>O Concílio de Trento nos ensina que a comunhão é o remédio que nos livra dos pecados veniais, das nossas faltas cotidianas e nos preserva dos mortais (Sess. XIII,c.2). Diz-nos que somos livres das falhas cotidianas porque, segundo Santo Tomás, por meio deste sacramento, o homem é estimulado a fazer atos de amor e por eles se apagam os pecados veniais. Somos preservados dos pecados mortais, porque a comunhão nos confere o aumento da graça que nos preserva das faltas graves (Summa Theol. 3p,q.79,a.4).</strong></p>
<p><strong>Sobre isso escreveu Inocêncio III: &#8220;<em>Jesus Cristo com Sua Paixão nos livrou do poder do pecado, mas com a Eucaristia nos livra do poder de pecar. Além disso, este sacramento inflama de modo especial as pessoas no amor de Deus</em>&#8220;.</strong></p>
<p><strong>Por fim, somos de fato felizes pelo Senhor não nos ter deixado na ignorância, o que nos impele a amá-Lo sempre, tendo confiança de que Ele colabora conosco, podemos dizer a Ele: &#8220;<em>Em Vossas mãos entrego meu espírito, salva-me Senhor, Deus da verdade</em>&#8220;. Esta verdade que nos auxilia a recuperar a esperança do perdão e da salvação eterna. Que mistérios de esperança são para nós a Paixão de Cristo e o Sacramento da Eucaristia! São Paulo nos exorta: &#8220;<em>Aproximemo-nos com confiança do trono da graça a fim de conseguir misericórdia e alcançar a graça de uma ajuda oportuna</em>&#8220;. Este trono é a Cruz de Cristo e a fonte que jorra abundantemente é a Eucaristia. Puro dom de Deus!</strong></p>
<p><strong>Minhas Meditações dos Escritos de Santo Afonso de Ligório – Fonte: A prática do amor a Jesus Cristo – Editora santuário – Tradução Pe. Gervásio Fabri – Ano – 2002.</strong></p>
<p><strong>Citar </strong><strong><br />
CUNHA, Ana Maria Bueno. Apostolado Veritatis Splendor: CRUZ E EUCARISTIA &#8211; AMOR AO EXTREMO. Disponível em <a href="http://www.veritatis.com.br/article/5655.%20Desde%2027/03/2009">http://www.veritatis.com.br/article/5655. Desde 27/03/2009</a>.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<h2></h2>
<p><strong> </strong></p>
<h2><a title="Link Permanente para " href="../2009/01/29/94/"></a></h2>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 23:03:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciodeantioquia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese]]></category>
		<category><![CDATA[Eucarístia]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Perguntas e respostas do Catecismo sobre a Eucarístia<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=94&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;" align="center"><strong><span style="font-size:13pt;color:#006600;font-family:Tahoma;">Catecismo: Perguntas e respostas sobre a Eucaristia</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A santa Missa</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Jesus quis deixar para a Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz. Por isso, antes de começar sua paixão, reunido com seus apóstolos na última ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia, convertendo pão e vinho em seu próprio corpo vivo, e o deu de comer, fez partícipes de seu sacerdócio aos apóstolos e mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória.</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Assim a Santa Missa é a renovação do sacrifício reconciliador do Senhor Jesus. Além de ser uma obrigação grave assistir à Santa Missa aos domingos e feriados religiosos de preceito -a menos que esteja impedido por uma causa grave-, é também um ato de amor que deve brotar naturalmente de cada cristão, como resposta agradecida frente ao imenso dom que significa que Deus se faça presente na Eucaristia.</span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">O que é a Eucaristia?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">É o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo sob as espécies de pão e vinho. Por meio da consagração, o sacerdote converte realmente no corpo e sangue de Cristo o pão e vinho oferecido no altar.</span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">O que é a Santa Missa?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">É a renovação sacramental do sacrifício da cruz.</span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A Santa Missa é o mesmo sacrifício da Cruz?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Sim, a Santa Missa é o mesmo sacrifício da Cruz, mas sem derramamento de sangue, pois agora Jesus Cristo encontra-se em estado glorioso.</span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Quem pode celebrar a Santa Missa?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Somente os sacerdotes podem celebrar a Santa Missa, pois somente eles podem atuar personificando a Cristo, cabeça da Igreja.</span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Quais são os fins pelos quais se oferece a Santa Missa?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Os fins pelos quais se oferece a Santa Missa são quatro: adorar a Deus, agradecer por seu benefícios, pedir-lhe dons e graças, e para a satisfação por nossos pecados.</span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A Santa Comunhão</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A Eucaristia é também banquete sagrado, no qual recebemos a Jesus Cristo como alimento de nossas almas.</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A Comunhão é receber a Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia; de maneira que, ao comungar, entra em nós mesmos Jesus Cristo vivo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem,com seu corpo, sangue, alma e divindade.</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A Eucaristia é a fonte e cume da vida a Igreja, e também de nossa vida em Deus. A Igreja manda comunga pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça; recomenda vivamente a comunhão freqüente e, se possível, sempre que se assista a Santa Missa, para que a participação do sacrifício de Jesus seja completa.</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">É muito importante receber a Primeira Comunhão quando se chega ao uso da razão, com a devida preparação. </span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">O que é a Santa Comunhão?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A Sagrada Comunhão é receber Jesus Cristo presente na Eucaristia.</span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">De que modo Jesus Cristo está presente na Eucaristia?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Jesus Cristo está na Eucaristia verdadeira, real e substancialmente presente, inteiro, vivo e glorioso, com seu corpo, sangue, alma e divindade, em cada uma das espécies e em qualquer parte delas. </span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A Hóstia consagrada é uma &#8220;coisa&#8221;?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Não, a Hóstia consagrada não é uma &#8220;coisa&#8221;, embora o pareça; é uma Pessoa Divina, é Jesus vivo e verdadeiro. </span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Quem pode comungar?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Pode comungar quem estiver em graça de Deus, guardar o jejum eucarístico e saber quem vai receber. </span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Em que consiste o jejum eucarístico?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Consiste em abster-se de tomar qualquer alimento ou bebida, pelo menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus assistentes podem comungar mesmo que tenham tomado algo na hora imediatamente anterior. </span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Quando se recebe a primeira comunhão?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">A primeira comunhão pode ser recebida quando se começa a ter uso da razão, o que se supõe a partir dos sete anos; tendo recebido previamente a preparação oportuna e o sacramento da penitência. </span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Que pecado comete quem comunga em pecado mortal?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Quem comunga em pecado mortal comete um grave pecado chamado sacrilégio. </span></p>
<p><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">O que deve fazer quem deseja comungar e encontra-se em pecado mortal?</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Quem deseja comungar e encontra-se em pecado mortal não pode receber a Comunhão sem recorrer antes ao sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"> </span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inaciodeantioquia.wordpress.com/94/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=94&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 22:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciodeantioquia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catequese]]></category>
		<category><![CDATA[Eucarístia]]></category>

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		<description><![CDATA[Perguntas e respostas breves sobre a Eucarístia.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=93&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0 0 12pt;" align="center"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Perguntas e Respostas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">O quer dizer a palavra Eucaristia? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Os quatro escritores sagrados &#8211; Mateus, Marcos, Lucas e Paulo &#8211; que nos narram a Última Ceia, dizem-nos que Jesus tomou o pão e &#8220;deu graças&#8221;. E assim, da palavra eucharistia, que significa:&#8221;ação de graças&#8221;, resultou o nome do nosso sacramento: Sagrada Eucaristia. O termo “eucaristia”, que vem do grego, significa, de facto, acção de graças (cf. CIC, 1328). É uma dimensão que aparece, em letras claras, no diálogo que introduz a Oração eucarística: ao convite do sacerdote “Demos graças ao Senhor, nosso Deus”, os fiéis respondem: “É nosso dever, é nossa salvação”. O início da Oração eucarística é sempre marcado por uma fórmula que dá o sentido da reunião de oração: “Senhor, Pai santo, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda parte&#8230;”.</span></p>
<p>Estas fórmulas codificadas, ao referirem o que se realiza na celebração, exprimem uma atitude que não deveria faltar no espírito dos regenerados em Cristo: agradecer é próprio de quem se sente gratuitamente amado, renovado, perdoado. É justo e necessário agradecer a Deus sempre (tempo) e em toda a parte (espaço). É daqui que irradia a espiritualidade de acção de graças pelos dons recebidos de Deus (a vida, a saúde, a família, a vocação, o Baptismo, etc&#8230;).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><a name="q79"></a><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Porque a Eucaristia é o maior dos sacramentos? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Porque nele, não temos apenas um instrumento que nos comunica as graças divinas, como nos outros sacramentos, é nos dado o próprio Doador da graça, Jesus Cristo Nosso Senhor, real e verdadeiramente presente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><a name="q80"></a><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Porque a Eucaristia é ao mesmo tempo, Sacrifício e Sacramento? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Como sacrifício, a Eucaristia é a Missa, a ação divina em que Jesus, por meio do sacerdote humano, transforma o pão e o vinho no seu próprio corpo e sangue e continua no tempo o oferecimento que fez a Deus no Calvário, o oferecimento de Si próprio em favor dos homens. Ela é o memorial da Páscoa de Cristo, a atualização e oferecimento sacramental do seu único sacrifício, na Liturgia da Igreja que é o seu Corpo.</span></p>
<p>Como sacramento, ela adquire seu ser na Consagração da Missa; nesse momento, Jesus torna-se presente sob as aparências do pão e do vinho. Enquanto estas aparências permanecerem, Jesus continua a estar presente e o sacramento da Sagrada Eucaristia continua a existir nelas. O ato pelo qual se recebe a Sagrada Eucaristia chama-se Sagrada Comunhão. Pode-se dizer que a Missa é a &#8220;confecção&#8221;da Sagrada Eucaristia e que a comunhão é a sua recepção. Entre uma e outra, o sacramento continua a existir (como no sacrário), quer o recebamos, quer não.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><a name="q81"></a><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Como se deu a Instituição da Eucaristia? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Jesus institui a Eucaristia, ao pronunciar as palavras:”Isto é o Meu Corpo..isto é Meu Sangue&#8230;” O que até esse momento, não era senão pão ázimo e vinho da videira, passa a ser – pelas palavras e pela vontade de Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro – o próprio Corpo e o próprio Sangue do Salvador. As suas palavras, cheias de realismo, não admitem interpretações de caráter simbólico nem explicações que obscureçam a misteriosa verdade da presença real de Cristo na Eucaristia: só há lugar diante delas para a resposta humilde da fé “que sempre manteve e até ao fim dos séculos conservará a Igreja Católica”(De</span></p>
<p>Assim o exprime Paulo VI na &#8220;Encíclia Mysterium fidei, n.5:”A perpétua instrução dada pela Igreja aos catecúmenos e o sentido do povo cristão, a doutrina definida pelo Concílio de Trento e as próprias palavras de Cristo ao instituir a Santíssima Eucaristia, exigem de nós a profissão de que a Eucaristia é a carne do Nosso Salvador Jesus Cristo, que padeceu pelos nossos pecados e a quem o Pai, pela sua bondade ressuscitou. Este sacramento, que não só tem virtude de santificar mas que contém o próprio Autor da Santidade, foi instituído por Jesus para que fosse alimento espiritual da alma, que fortalece na sua luta por alcançar a salvação, Além disso, como ensina a Igreja, por ele são-nos perdoados os pecados veniais e são-nos dadas forças para não cair nos pecados mortais, une-nos com Deus de tal maneira que é um penhor da glória que alcançaremos (Bíblia de Navarra – Santos Evangelhos, pag 408)</p>
<p>“A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d&#8217;Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação. Esta não fica circunscrita no passado, pois « tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente ».10 Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e « realiza-se também a obra da nossa redenção ».11 Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes. Assim cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável.12 É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste Mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado até ao « extremo » (cf. Jo 13, 1), um amor sem medida.”(Ecclesia de Eucharistia &#8211; Ioannes Paulus PP. II)</p>
<p><a name="q87"></a><strong>O que vem a ser Transubstanciacão? </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">&#8220;O Concílio de Trento resume a fé católica declarando: &#8220;Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda substância do vinho na substância do Seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama-lhe, com justeza e exatidão, transubstanciação&#8221;(DS 1642)(CIC n.1376)</span></p>
<p>Evidentemente é um milagre, um milagre contínuo, realizado centenas de milhares de vezes por dia pelo poder infinito de Deus. A bem dizer, é um duplo milagre: é o milagre da transformação do pão e do vinho em Jesus Cristo; e o milagre adicional pelo qual Deus mantém as aparências do pão e do vinho ainda que a substância adjacente tenha desaparecido. Jesus Cristo por inteiro está presente na Sagrada Eucaristia, em cada uma das hóstias e em cada partícula consagrada e em cada gota de vinho consagrado. Se a hóstia se divide, Ele está presente em cada uma das partes. E o corpo e sangue de Jesus permanecerão enquanto permanecerem as espécies do pão e do vinho.</p>
<p>Santo Ambrósio afirma acerca desta conversão:&#8221; Estejamos bem persuadidos de que isto não é o que a natureza formou, mas o que a bênção consagrou, e que a força da bênção supera a da natureza, pois pela bênção a própria natureza mudada. Por acaso a palavra de Cristo, que conseguiu fazer do nada o que não existia, não poderia mudar as coisas existentes naquilo que ainda não eram? Pois não é menos dar às coisas a sua natureza primeira do que mudar a natureza delas&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><a name="q88"></a><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Que significam as palavras de Jesus: &#8220;Fazei isto em memória de mim?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">&#8221; O mandamento de Jesus de repetir seus gestos e suas palavras &#8220;até que Ele volte&#8221; não pede somente que se recorde de Jesus e do que Ele fez. Visa a celebração litúrgica, pelos apóstolos e seus sucessores, do memorial de Cristo, da sua vida, da sua Morte, da sua Ressurreção e da sua intercessão junto ao Pai. Desde o início, a Igreja foi fiel ao mandato do Senhor. Da Igreja de Jesrusalém se diz: Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações.(&#8230;) Dia após dia, unânimes, mostravam-se assíduos no templo e partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração (At,2,42.46).</span></p>
<p>Era sobretudo &#8220;primeiro dia da semana, isto é, no domingo, o dia da Ressurreição de Jesus, que os cristãos se reuniam, para partir o pão&#8221;(At 20,7). Desde aqueles tempos até os nossos dias a celebração da Eucaristia perpetuou-se, de sorte que hoje a encontramos em toda parte na Igreja, com a mesma estrutura fundamental. Ela continua sendo o centro da vida da Igreja. Assim, de celebração em celebração, anunciando o Mistério Pascal de Jesus &#8221; até que Ele venha&#8221;(I Cor 11,26), o povo de Deus em peregrinação &#8220;avança pela porta estreita da cruz&#8221; em direção ao banquete celeste, quando todos os eleitos se sentarão à mesa do Reino.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><a name="q89"></a><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Sobre o Culto da Eucaristia Na liturgia da missa, exprimimos nossa fé na presença real de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, entre outras coisas, dobrando os joelhos, ou inclinando-nos profundamente em sinal de adoração do Senhor. &#8220;A Igreja Católica professou e professa este culto de adoração que é devido ao sacramento da Eucaristia não somente durante a Missa, mas também fora da celebração dela, conservando com o máximo cuidado as hóstias consagradas, expondo-as aos fiéis para que o venerem com solenidade, levando-as em procissão&#8221; (Trento DS 1641).</span></p>
<p>É altamente conveniente que Cristo tenha querido ficar presente ã sua Igreja desta maneira singular. Visto que estava para deixar os seus na sua forma visível, Cristo quis dar-nos a sua presença sacramental; já que ia oferecer-se na cruz para nos salvar, queria que tivéssemos o memorial do amor com o qual nos amou &#8220;até o fim&#8221;(Jo 13,1), até o dom da sua vida. Com efeito, na sua presença eucarística Ele permanece misteriosamente no meio de nós como aquele que nos amou e que se entregou por nós, e o faz sob os sinais que exprimem e comunicam este amor.</p>
<p>&#8220;A Igreja e o mundo precisam muito do culto eucarístico. Jesus nos espera neste sacramento do amor. Não regateemos o tempo para ir encontra-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e aberta a reparar as faltas graves e os delitos do mundo. Que a nossa adoração nunca cesse&#8221; (João PauloII, carta &#8220;Dominicae cenae&#8221;).</p>
<p>&#8220;A presença do verdadeiro Corpo de Cristo e do verdadeiro Sangue de Cristo neste sacramento &#8216;não se pode descobrir só pelos sentidos, diz S.Tomás, mas sim só com fé, baseada na autoridade de Deus&#8217;. Por isso, comentando o texto de S. Lucas 22,19 (&#8220;Isto é o meu Corpo que será entregue por vós&#8221;), S. Cirilo declara: &#8220;Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, aceita com fé as palavras do Senhor, porque Ele, que é a verdade não mente&#8221;</p>
<p>Adoro te devote, latens Deitas,<br />
Quae sub his figuris vere latitas<br />
Tíbi se cor meum tótum subjicit<br />
Quia te contemplans tótum deficit.<br />
Vísus, tactus, gustus in te fallitur,<br />
Sed audítu solo tuto creditur<br />
Credo quídquid díxit Dei Fílius<br />
Nil hoc verbo veritátis vérius.<br />
.In cruce latebat sola Deitas,<br />
At hic latet simul et humanitas<br />
Ambo tamen credens atque confitens,<br />
Peto quod petivit latro paenitens.</p>
<p>Adoro Te Devote, de Sto. Tomás de Aquino.</p>
<p>Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,<br />
Que verdadeiramente oculta-se sob estas aparências,<br />
A Vós, meu coração submete-se todo por inteiro,<br />
Porque, vos contemplando, tudo desfalece.<br />
A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós<br />
Mas, somente em vos ouvir em tudo creio.<br />
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,<br />
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.<br />
Na cruz, estava oculta somente a vossa Divindade,<br />
Mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.<br />
Eu, contudo, crendo e professando ambas,<br />
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.</p>
<p><a name="q83"></a><strong>O que é necessário para fazer uma Comunhão bem feita? </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">São três as exigências básicas para se receber dignamente a Sagrada Eucaristia:<br />
• Estar em estado de graça santificante: Não ter na alma pecado grave (mortal)<br />
• Saber a quem se vai receber, na Comunhão: é Jesus nosso alimento<br />
• Guardar o jejum prescrito pela Igreja: Uma hora antes da Comunhão</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><a name="q84"></a><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Como receber a Sagrada Comunhão? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Para receber a Sagrada Comunhão, com todo o respeito que Jesus merece, devemos cuidar de alguns aspectos fundamentais:</span></p>
<p>• Apresentar-se decentemente vestido, com modéstia, dignidade, elegância e limpeza. Nunca ir comungar de bermudas, calções, blusas decotadas e sem mangas, chinelos etc.. É, antes de tudo, uma questão de respeito e amor para com Jesus.<br />
• Na fila da Comunhão, manter a devida compostura e respeito. Ao chegar na frente do sacerdote que lhe dará a Sagrada Comunhão, fazer uma inclinação do corpo, como sinal de respeito ao Senhor.<br />
• O sacerdote dirá: &#8220;O Corpo de Cristo&#8221;. Responda, em voz alta e clara: &#8220;AMÉM&#8221;. É seu assentimento, sua manifestação de fé na presença real do Senhor na Eucaristia.<br />
• Você poderá comungar de duas maneiras: ou recebendo o Corpo do Senhor diretamente na boca ou poderá estender a mão esquerda aberta, espalmada para cima, com a mão direita embaixo. O sacerdote colocará a Sagrada Comunhão nesta mão e aí, NA FRENTE DO SACERDOTE, você levará a Sagrada Comunhão à própria boca, com a mão direita.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a name="q85"></a><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Quais os resultados da Comunhão? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">1) crescimento espiritual;<br />
2) perdão dos pecados veniais (já que não se pode receber a Sagrada comunhão em pecado mortal);<br />
3) fortifica a caridade;<br />
4) preserva a alma da morte espiritual;<br />
5) preserva-nos dos pecados mortais futuros;<br />
6) o poder da tentação se debilita;<br />
7) anima-nos a trabalhar (fazer coisas por Cristo e com Cristo).<br />
Porém, &#8220;O total de graças que cada indivíduo recebe numa comunhão depende da capacidade que esse indivíduo tenha. Nenhuma alma humana tem capacidade infinita para a graça, ou está em condições de absorver toda a graça que uma comunhão põe à sua disposição.&#8221;</span></p>
<p><strong>Frequência das omunhões:<br />
</strong>1) Pode-se comungar até mais de uma vez por dia &#8211; participando da celebração eucarística completa.<br />
2) Temos obrigação de comungar uma vez por ano pela Páscoa.<br />
3) Devemos comungar com a freqüência que nos é possível &#8211; o ideal seria diariamente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inaciodeantioquia.wordpress.com/93/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=93&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Milagres Eucarísticos ao Redor do Mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 00:04:48 +0000</pubDate>
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		<title>Milagres Eucarísticos &#8211; Lanciano</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:48:00 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
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		<item>
		<title>I APOLOGIA &#8211; CAPS 65 AO 67</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 01:14:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Patrística]]></category>
		<category><![CDATA[Celebração Eucarística]]></category>
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		<category><![CDATA[Mitraísmo]]></category>
		<category><![CDATA[São Justino de Roma]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá pessoal, neste post verificamos um trecho da I Apologia de São Justino de Roma que descreve a celebração eucarística realizada em seu tempo no Cap 67, uma apologética (defesa da fé) contra aqueles que negam a Eucarístia no Cap 66 e a liturgia dominical, a função dos presbíteros (Presbíteros) e diaconos no Cap 67.   Bom [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inaciodeantioquia.wordpress.com&amp;blog=4399500&amp;post=61&amp;subd=inaciodeantioquia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:justify;margin:auto 0;"><span class="titulopagina"><span style="font-size:11pt;font-family:Tahoma;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Olá pessoal, neste post verificamos um trecho da I Apologia de São Justino de Roma que descreve a celebração eucarística realizada em seu tempo no Cap 67, uma apologética (defesa da fé) contra aqueles que negam a Eucarístia no Cap 66 e a liturgia dominical, a função dos presbíteros (Presbíteros) e diaconos no Cap 67.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Bom proveito. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">I APOLOGIA &#8211; CAPS 65 AO 67</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Por São Justino de Roma</span></em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Tradução: Ivo Storniolo, Euclides M. Balancin</span></em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Fonte: Coleção Patrística &#8211; Padres Apostólicos I &#8211; Ed. Paulus</span></em><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Fraternidade e eucaristia</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">65. <sup><span style="color:red;">1</span></sup>De nossa parte, depois que assim foi lavado aquele que creu e aderiu a nós, nós o levamos aos que se chamam irmãos, no lugar em que estão reunidos, a fim de elevar fervorosamente orações em comum por nós mesmos, por aquele que acaba de ser iluminado e por todos os outros espalhados pelo mundo inteiro, suplicando que se nos conceda, já que conhecemos a verdade, ser encontrados por nossas obras como homens de boa conduta e observantes do que nos mandaram, e assim consigamos a salvação eterna. <sup>2</sup>Terminadas as orações, nos damos mutuamente o ósculo da paz. <sup>3</sup>Depois àquele que preside aos irmãos é oferecido pão e uma vasilha com água e vinho; pegando-os, ele louva e glorifica ao Pai do universo através do nome de seu Filho e do Espírito Santo, e pronuncia uma longa ação de graças, por ter-nos concedido esses dons que dele provêm. Quando o presidente termina as orações e a ação de graças, todo o povo presente aclama, dizendo: &#8220;Amém.&#8221; <sup>4</sup>Amém, em hebraico, significa &#8220;assim seja&#8221;. <sup>5</sup>Depois que o presidente deu ação de graças e todo o povo aclamou, os que entre nós se chamam ministros ou diáconos dão a cada um dos presentes parte do pão, do vinho e da água sobre os quais se pronunciou a ação de graças e os levam aos ausentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;color:red;font-family:Tahoma;">1- A expressão o que foi lavado refere-se ao batismo que São Justino acabava de discorrer.</span></em><span style="font-size:13pt;color:red;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Teologia da eucaristia</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">66. <sup>1</sup>Este alimento se chama entre nós Eucaristia, da qual ninguém pode participar, a não ser que creia serem verdadeiros nossos ensinamentos e se lavou no banho que traz a remissão dos pecados e a regeneração e vive conforme o que Cristo nos ensinou. <sup>2</sup>De fato, não tomamos essas coisas como pão comum ou bebida ordinária, mas da maneira como Jesus Cristo, nosso Salvador, feito carne por força do Verbo de Deus, teve carne e sangue por nossa salvação, assim nos ensinou que, por virtude da oração ao Verbo que procede de Deus, o alimento sobre o qual foi dita a ação de graças &#8211; alimento com o qual, por transformação, se nutrem nosso sangue e nossa carne &#8211; é a carne e o sangue daquele mesmo Jesus encarnado. <sup>3</sup>Foi isso que os Apóstolos nas Memórias por eles escritas, que se chamam Evangelhos, nos transmitiram que assim foi mandado a eles, quando Jesus, tomando o pão e dando graças, disse: &#8220;Fazei isto em memória de mim, este é o meu corpo&#8221; . E igualmente, tomando o cálice e dando graças, disse: &#8220;Este é o meu sangue&#8221;, e só participou isso a eles. <sup><span style="color:red;">4</span></sup>E certo que isso também, por arremedo, foi ensinado pelos demônios perversos para ser feito nos mistérios de Mitra ;com efeito, nos ritos de um novo iniciado, apresenta-se pão e uma vasilha de água com certas orações, como sabeis ou podeis informar-vos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;color:red;font-family:Tahoma;">4- São Justino refere-se a alguns que afirmam que o Cristianismo copiou o Mitraísmo, religião greco-persa. Segundo a mitologia Mitra era um deus que nasceu de uma virgem, morreu e ressuscitou no primeiro dia da semana, redimindo toda a humanidade. Mitra sobe aos céus no carro solar e volta à Terra no julgamento final, para conduzir os bem-aventurados, recompensados por seus méritos, para o reino celestial. Aos de maus princípios, estava reservado o sofrimento. </span></em><span style="font-size:13pt;color:red;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;color:red;font-family:Tahoma;">No culto de Mitra há também a apresentação de pão fazendo com houvesse esta acusação sincretista, ou seja, o ritual mitraísta lembrava (mas não era) a celebração Eucarística como atesta São Justino.</span></em><span style="font-size:13pt;color:red;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">Liturgia dominical</span></strong><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:Tahoma;">67. <sup>1</sup>Depois dessa primeira iniciação, recordamos constantemente entre nós essas coisas e aqueles de nós que possuem alguma coisa socorrem todos os necessitados e sempre nos ajudamos mutuamente. <sup>2</sup>Por tudo o que comemos, bendizemos sempre ao Criador de todas as coisas, por meio de seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo. <sup><span style="color:red;">3</span></sup>No dia que se chama do sol, celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e aí se lêem, enquanto o tempo o permite, as Memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas. <sup>4</sup>Quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação e convite para imitarmos esses belos exemplos. <sup>5</sup>Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces. Depois de terminadas, como já dissemos, oferece-se pão, vinho e água, e o presidente, conforme suas forças, faz igualmente subir a Deus suas preces e ações de graças e todo o povo exclama, dizendo: &#8220;Amém&#8221;. Vem depois a distribuição e participação feita a cada um dos alimentos consagrados pela ação de graças e seu envio aos ausentes pelos diáconos. <sup>6</sup>Os que possuem alguma coisa e queiram, cada um conforme sua livre vontade, dá o que bem lhe parece, e o que foi recolhido se entrega ao presidente. Ele o distribui a órfãos e viúvas, aos que por necessidade ou outra causa estão necessitados, aos que estão nas prisões, aos forasteiros de passagem, numa palavra, ele se torna o provedor de todos os que se encontram em necessidade. <sup>7</sup>Celebramos essa reunião geral no dia do sol, porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, fez o mundo, e também o dia em que Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Com efeito, sabe-se que o crucificaram um dia antes do dia de Saturno e no dia seguinte ao de Saturno, que é o dia do Sol, ele apareceu a seus apóstolos e discípulos, e nos ensinou essas mesmas doutrinas que estamos expondo para vosso exame.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;color:red;font-family:Tahoma;">3- Dia do sol refere-se ao Domingo.</span></em><span style="font-size:13pt;color:red;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p></span></span></h3>
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